Como o distinto noivo que fui, comprei o par de alianças do meu casamento numa distinta joalheria. Essa loja é muito legal, pois além de ter preços ótimos, tem variedade de modelos. Nosso modelo de aliança, por exemplo, é tão diferente que nem nas vitrines fica. Minha esposa fica super feliz de não encontrar esse modelo em mais nenhuma mão por aí. É uma exclusividade nossa. Desde então, recebo catálogos das novas coleções e, o mais interessante de tudo, um cupom de desconto no mês do meu aniversário.
Em 2005, ano seguinte ao meu casamento, recebi o dito cupom e fui até a loja pra sacar as novidades. Achei que ia comprar algo para mim, mas fui com a esposa. Dancei. Mas nem tanto. Ouvi a voz da experiência para encontrar o presente ideal. Minha avó me alertou, quando casei, que eu descolasse um par de alianças reserva, pois a violência tava braba e uma peça tão distinta como a que nós tínhamos nos dedos, chamaria muita atenção. Seguindo os sábios conselhos de quem estava prestes a atingir 60 anos de casamento, comprei o par de alianças em ouro amarelo mais fininha e baratinha que tinha na loja. Inauguramos a era das alianças do dia-a-dia e alianças de festa. A super-dica da vovó foi muito boa, pois, felizmente, nunca fomos alvo de nenhum meliante querendo tomar nossas jóias.
Em 2006, mesmo tendo recebido o cupom, resisti. Até porque, artigos masculinos em joalherias são sempre muito caros. Passou batido. Mas em 2007, vislumbrando que meu aniversário de casamento estava próximo, logo após o meu aniversário, resolvi pintar por lá pra ver se descolava um presente para a esposa. Fui lá com a própria e ficamos olhando os mostruários um tempinho até que me veio a luz. Lembrei o modelo de alianças Cartier, aquela que são 3 aros que se enroscam formando um só anel, e pedi mais 2 pares daquele modelo de aliança fininha e baratinha, mas agora um em ouro branco e outro em ouro rosé (ou ouro vermelho, como queira). A vendedora, intrigada, disse-me que não tinham aquele modelo em ouro rosé, que nunca tinha acontecido de pedirem nesse tipo de ouro. Pois perguntei qual era a dificuldade de fazerem um par pra mim, pois se esse tipo de ouro custa o mesmo preço dos outros e tem modelos mais grossos à disposição. Ela consultou a gerente da loja, que aceitou a idéia da encomenda. A vendedora ficou extasiada com a minha idéia, disse que ia fazer um jogo desses pra ela mesma, que ia sugerir aos casais à procura de novidades, que ia falar com a gerente dela, que ia falar com o lula, com o papa, enfim, histeria total...
Praticamente em cima do nosso aniversário de casamento fomos à loja retirar os dois pares que havíamos encomendado e mais o par que já tínhamos, que deixamos para dar aquela polida bacana. Agora nós temos um conjunto de 3 pares de alianças, cada uma em um tipo de ouro (amarelo, branco e rosé) e podemos ordená-las ao nosso gosto, pois ao contrário da Cartier, elas não estão entrelaçadas. Se pensar bem, pela análise combinatória, temos aí uma infinidade de variações para usar, pois podemos usar uma ou duas por vez também. E nossa ilustre vendedora deve estar lucrando bem com a novidade da aliança Cartier Tupiniquim.
sábado, 29 de dezembro de 2007
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Um comentário:
Você tem uma capacidade incrível de surpreender! E esta idéia é uma prova disso. Continue sempre assim: deixando a imaginação fluir! Beijos!
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